Família
Parque do Carmo - SP
No tempo de Deus
Há histórias que não chegam com pressa.
Elas chegam com tempo.
A família do Alex chegou até mim assim.
Não por acaso, não por insistência humana, mas por um chamado suave — desses que Deus faz quando quer alinhar o que ainda não foi alinhado.
Quando o projeto Primícias nasceu, havia critérios. Um deles dizia que famílias ou pessoas que já fotografadas por mim não participariam.
E, de forma muito racional, eu disse “não”. A Vivi havia se inscrito, cheia de esperança, mas naquele momento eu respondi com lógica, não com revelação. Ainda assim, o cadastro dela permaneceu ali. Guardado. Silencioso. Como algumas promessas ficam.
Meses depois, em um sonho, ouvi um nome,
Alex. Não foi confuso. Não foi agitado.
Foi uma voz mansa, clara, chamando pelo nome.
Ao acordar, fiz o que sempre faço: esperei o dia começar de verdade. E quando abri a planilha do projeto, lá estava ele. O único Alex. Esposo da Viviane — a Vivi. A mesma Vivi que, lá no início, sentiu que sua família precisava estar ali, mesmo quando tudo parecia dizer que não.
E ali eu entendi: não era sobre critérios, era sobre obediência.
Entrar em contato com a Vivi foi como reencontrar alguém em outra estação da vida. Eu já a conhecia, mas agora ela vinha com uma família formada, com histórias somadas, com amor multiplicado. Conheci a Iris, carinhosamente chamada de pipoquinha. Conheci o Dom, esse pitbull doce que carrega no corpo a força e no olhar a mansidão. Conheci o Guilherme, filho do Alex, e percebi que madrasta é só uma palavra — porque de “má” a Vivi não tem absolutamente nada.
O ensaio não aconteceu de imediato. Houve adiamentos, compromissos, desafios pessoais. E, mais uma vez, Deus me ensinou: as coisas acontecem quando precisam acontecer. Nem antes, nem depois.
Quando finalmente nos encontramos para fotografar, algo se revelou de forma simples e profunda. Aquela família não tinha uma única foto completa. Não por falta de amor. Não por descuido consciente. Mas porque ainda não havia sido o tempo.
E naquele dia, foi...
Enquanto fotografava, eu não pensava em técnica. Pensava em alinhamento. Pensava em como Deus costura histórias sem barulho, sem alarde, mas com perfeição. Como Ele chama pelo nome. Como Ele reúne. Como Ele restaura pequenos detalhes que, aos olhos humanos, parecem simples, mas no Reino têm peso eterno.
Eu não sei exatamente por que Deus escolheu essa família.
Mas sei que Ele não erra quando escolhe.
Essa história se chama No tempo de Deus porque tudo nela precisou esperar para florescer. E quando floresceu, foi completo.
O Projeto Primícias se encerra aqui, com a família do mês de Dezembro de 2025, mas essa família segue como testemunho vivo de que obedecer vale a pena — mesmo quando não entendemos tudo no começo.
E eu sigo grata.
Por reencontrar a Vivi e o Alex.
Por conhecer cada um deles.
E, principalmente, por poder estar disponível quando Deus decide agir.
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